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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

TV GLOBINHO, Lembra?

Globinho era um programa infantil em formato de telejornal que durou de 1972 a 1982.

Coordenado por Alice-Maria, editado por Theresa Walcacer e escrito por Wilson Aguiar, o Globinho era um programa infantil em formato de telejornal. Noticiava fatos e assuntos do universo adulto utilizando uma linguagem mais acessível a crianças e adolescentes, estimulando seu envolvimento com as artes e atividades educativas em geral.

O Globinho estreou em 1972 com uma edição diária de segunda a sexta, às 11h45, tendo 15 minutos de duração.

Em setembro de 1973, o programa deixou de ser exibido às sextas-feiras. Ficou no ar até fevereiro de 1974. Retornou à grade em novembro daquele mesmo ano, desta vez exibido em cinco edições diárias, de cinco minutos cada, espalhadas pela programação. O telejornal chegou a apresentar filmes estrangeiros, com locução em off de Ronaldo Rosa.

Em 1975, Berto Filho passou a ser o locutor do programa e Fernanda Marinho assumiu o cargo de editora-chefe.

A partir de 1978, em edição nacional, Globinho voltou a ter 15 minutos de duração, dos quais cinco eram dedicados a reportagens locais. Esse novo formato abriu espaço para a apresentação de desenhos e animações, todos de grande sucesso como A família Barbapapa, Mio e Mao, Vermelho e Azul, A linha, Areia, Dragetto, Dr. Sinuca, Petratel, Toupeirinha e O patinho Quá-Quá.

O programa também iniciou um trabalho de renovação do seu aspecto visual – realizado pela artista plástica Patrícia Gwinner, que introduziu gradativamente mais colorido e movimento aos cenários. Buscando estreitar os laços com o público infanto-juvenil, o Globinho promoveu eventos como uma campanha de arborização e concursos de fotografia e histórias em quadrinhos.

PAULA SALDANHA – apresentadora do Globinho

Paula Werneck Saldanha nasceu em 19 de julho de 1953, no Rio de Janeiro, no bairro das Laranjeiras, filha do advogado e jornalista Aristides Saldanha e da artista plástica e mestra em educação Regina Yolanda Werneck. Alfabetizou-se sozinha aos três anos de idade e cursou o primário e o ginásio no Colégio Estadual André Maurois, dirigido por Henriette Amado e Gilson Amado, fundadores da TV Educativa do Rio de Janeiro.

Ainda na infância, Paula Saldanha começou a desenhar e a trabalhar com pintura a óleo e gravuras. No início da adolescência, chegou a freqüentar, como ouvinte, aulas de litografia no curso de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Aos 16 anos, ilustrou uma história que havia escrito. Os desenhos foram feitos em grandes cartazes que seriam utilizados nas salas de aula das escolas públicas, parte de um projeto educativo que pretendia desenvolver junto com a mãe. A história acabou interessando a editora Primor-Larousse e virou o livro Tuc Tuc, lançado em 1970 e publicado também na Europa, por uma editora inglesa.

Aos 18 anos, Paula Saldanha já tinha três livros publicados, ilustrava trabalhos de outros autores, participava de feiras literárias no exterior, escrevia resenhas para revistas de educação e fazia parte do júri da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, encarregado de escolher os melhores livros para crianças e jovens. Também trabalhava como professora de teatro, expressão corporal e artes plásticas em várias escolas públicas, enquanto cursava pedagogia na Faculdade de Educação da UFRJ, onde se formou em 1977.

Em 1972, Paula Saldanha se casou com o biólogo e cineasta Roberto Werneck, com quem teve três filhos. Em 1974, o Fantástico resolveu entrevistar a jovem autora e ilustradora de livros infantis. O comportamento desinibido da entrevistada – que apontava o dedo para a câmera de forma questionadora – lhe valeu um convite para ser uma das apresentadoras do programa. Às quartas-feiras, gravava no Teatro Fênix as chamadas, principalmente de musicais, para o Fantástico que seria exibido no domingo. Também gravava, em inglês, as chamadas dos programas vendidos para o exterior.

Em 1976, passou a produzir e apresentar uma seção de literatura infantil no Jornal Hoje, que logo se tornou um espaço para falar de literatura, cinema, teatro e outras manifestações artísticas e culturais de interesse de crianças e adolescentes. A própria Paula Saldanha fazia as reportagens e editava as imagens. O quadro foi ao ar até 1978, quando foi convidada para apresentar o Globinho.

O Globinho já existia desde 1972 e se resumia, basicamente, à exibição de documentários estrangeiros, com narração em off de locutores como Ronaldo Rosas e Berto Filho. Paula Saldanha já colaborava com o programa desde 1977, fornecendo reportagens científicas que realizava em parceria com Roberto Werneck. Sua entrada como apresentadora deu credibilidade ao programa, um telejornal voltado exclusivamente para o público infanto-juvenil.

Jornalista com certificado profissional por tempo de serviço desde 1976, Paula Saldanha também fazia reportagens sobre temas como a indústria da seca no Nordeste e o voto de cabresto no interior do Brasil. A partir de 1979, uma série de reportagens especiais realizadas pela RW Cine, sua produtora com Roberto Werneck, passou a ser exibida aos sábados numa edição chamada Globinho repórter. Muitas das matérias tratavam de problemas do meio-ambiente, uma novidade na televisão brasileira.

O Globinho saiu do ar em 1983, e Paula Saldanha voltou a apresentar a seção de literatura infanto-juvenil no Jornal Hoje, o que fez até 1985. Também em 1983, voltou a apresentar oFantástico, dividindo a bancada com Celso Freitas.

Entre 1987 e 1992, Paula Saldanha fechou com a TV Globo um contrato para fornecer aoFantástico reportagens especiais realizadas pela RW Cine. Em 1988, após a exibição de uma das reportagens, que denunciava a ação criminosa de donos de terras na Bahia, chegou a receber ameaças anônimas. Em outra matéria, sua equipe foi a primeira a chegar à nascente do Rio Amazonas, nos Andes peruanos, a 5.500 metros de altitude.

Desde 1995, Paula Saldanha apresenta o programa Expedições, veiculado pela TVE e pela TV Cultura. A jornalista já escreveu e ilustrou cerca de 50 livros. É presidente do Instituto Cultural Ecológico Terra Azul, organização não-governamental, sem fins lucrativos, voltada para área social e de meio ambiente.

Em outubro de 2002, promoveu junto com Roberto Werneck a exposição itinerante “Retratos do Brasil”, que mostra a diversidade cultural do país através de uma compilação das imagens captadas em 25 anos de documentação independente. Última atualização: 09/2008 [Fontes: Depoimento concedido ao Memória Globo em 13/02/2008; DANNEMANN, Fernanda,“Casados com o Brasil” In: Folha de S. Paulo , 05/01/03.]

Fontes:

Memória Globo

Wikipédia

4 comentários:

Pr. Emerson disse...

O desenho chamava-se "A Linha", veja em
http://www.mofolandia.com.br/mofolandia_nova/linha.htm

http://www.youtube.com/watch?v=aTGjrqNWuto

Vinicius disse...

Alguém se lembra do um outro que passava, que era feito em areia?

Anônimo disse...

Qual o nome do desenho que era feito na areia, e os personagens cantavam uma musica no final que tinha a ver com a,e,i,o,u? Passava, senão me engano, no Globinho

Emerson Jose disse...

Não me lembro!

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